Em 1838 desembarca no Rio de Janeiro o Dr. Franz Anthon Reiff, médico que veio da cidade de Cantão de Friburgo na Suíça.

O Dr. Reiff teve uma pequena permanência na cidade do Rio de Janeiro, mudando-se logo para a Província de Nova Friburgo no Rio. Lá ele conheceu e se casou com a D.Maria Isabel Riegel, filha de Conrad Riegel, alemão de Renania Palatinado, que vieram para o Brasil no navio Argus em 1823, sendo um dos colonizadores de Nova Friburgo.

Em 1845 mudaram-se para o Arraial dos Thomazes na Província de Piraí-RJ, onde começou sua produção de café.

O Dr. Reiff já com o nome aportuguesado de Francisco Antonio Reiff, era listado no Almanak Laemmert como médico e fazendeiro de café na região de Piraí-RJ até 1852, sendo que neste ano eles mudaram para São Francisco de Assis do Capivara, atual Palma-MG, sendo a sua fazenda de café na divisa entre os municipios de Palma e Laranjal, na região da Baraúna.

Em 2 de fevereiro de 1866 sua esposa D. Maria Isabel Riegel faleceu, deixando-o viúvo com 3 filhos.

Na região ele se firmou como um grande fazendeiro de café, sendo o auge de sua produção nos anos de 1868 a 1873 ano de seu falecimento.

Em 1868 ele contratou o carpinteiro José Luiz da Silva para construir uma máquina na qual foi engenheiro, onde no contrato de construção ele sedia os escravos para ajudar o carpinteiro e dava a ele comida, roupa lavada e quarto para dormir. A construção durou 3 meses e a maquina era constituída de um moinho de pedras para descascar, 3 pilões com uma mão em cada pilão. Esta maquina beneficiava 100 arrobas de café diariamente e custou 850000,00 reis.

O Dr. Reiff exportava o café em grãos limpos em carro de boi e tropas de mulas, passando pela estrada de São Fidelis com destino a cidade do Rio de Janeiro. Em 1871 passou a exportar pela ferrovia.

Com o seu falecimento em 13 de fevereiro de 1873 ele deixou de herança para seus 3 filhos, José Francisco Reiff , Francisco Antonio Reiff e Rosa Emília Reiff, a fazenda e benfeitorias , os escravos , os pés de cafés, animais e outros. Sendo a herança dividida amigavelmente em 3 partes iguais como consta no inventário.

Seu filho também chamado Francisco Antonio Reiff assumiu o posto de fazendeiro de café do seu pai e foi um dos importantes cafeicultores do final do século XIX e inicio do XX na região de Leopoldina onde ele tinha fazenda.

No jornal Leolpoldinense ele é citado algumas vezes como importante fazendeiro de café da região, pois enviava muito café para o Rio de Janeiro.

Ele faleceu em 4 de junho de 1920 e seus filhos muitos não seguiram o caminho de cafeicultores, e os que seguiram, quebraram em 1929, o caso de Antonio Reiff.

Joaquim Antonio Reiff(Juca Reiff ou Dr. Reffe como era conhecido na região da Baraúna), filho de José Francisco Reiff, primogenito do Dr. Reiff, também continuou a produção do café, inclusive na mesma fazenda e maquinas de café herdadas do Dr.Reiff, pois José Francisco Reiff criou seus filhos na parte herdada da fazenda de seus pais.

Em 1945 Joaquim Antonio Reiff cessa a produção do café Reiff e muda-se para o Rio de Janeiro para tratar de um cancer de pele na região mandibular, vindo o mesmo a falecer em 30 de janeiro de 1946.

Após 75 anos sem produção, o café Reiff retorna em 2020 com seu descendente Gabriel Abreu, neto de Essonina Garcia Reiff, filha de Antonio Reiff.

Francisco Antônio Reiff
Francisco Antônio Reiff e Esposa
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